Publicado em: quinta-feira, 20/02/2014

Estudo dinamarquês aponta que aborto espontâneo pode ser evitado com melhores hábitos de vida

Aborto espontâneo pode ser evitado com melhores hábitos de vidaPesquisadores da Dinamarca afirmam que abortos espontâneos ocorridos pela primeira vez poderiam ser evitados com simples cuidados e mudanças no estilo de vida. O estudo realizado na Universidade de Copenhague teve a participação de 91.247 mulheres.

A pesquisa apontou, por exemplo, que mulheres acima dos 30 anos, consumidoras de álcool e que trabalhavam em período noturno durante a gestação tiveram mais riscos de abortos. Levantar mais de 20 kg por dia e estar fora do peso ideal durante a gestação também aumentam o perigo.

O aborto espontâneo é potencializado especialmente pelo consumo de medicamentos, álcool, tabaco e outras drogas, e afeta milhares de mulheres no mundo todos os anos. O Brasil tem estatística alta de abortos espontâneos, com um caso em cada 10 gestações, especialmente nos primeiros meses de gravidez.

O estudo foi realizado entre 1996 e 2002. Foi constatado que 3,5% das mulheres que engravidaram nesse período sofreram abortos espontâneos. Para chegar ao resultado final, foram realizadas entrevistas telefônicas e pelo computador.

Inglesa dá a luz após sofrer 20 abortos espontâneos

Kelly Moseley, uma inglesa de 37 anos, já havia sofrido 20 abortos espontâneos desde que começou a tentar engravidar. Desta vez, após a realização de um tratamento originalmente utilizado no combate à malária e artrite reumatoide, ela conseguiu dar a luz a um menino

Ela viu, pela televisão, o especialista em abortos espontâneos Hassan Shehata, e buscou tratamento. A explicação do médico é que algumas mulheres têm “células assassinas”, que reconhecem o feto como um corpo estranho e o atacam, gerando o aborto.

Tais casos, em geral, são tratados com esteroides, mas o nível de Kelly era tão alto que ele optou pelo uso de um medicamento contra a malária, que reduziu as defesas do organismo da mulher.

A inglesa já tinha duas filhas, frutos de um relacionamento anterior, e perdeu 18 fetos logo no início da gestação, por volta das 8 semanas, e outros dois meninos aos cinco meses de gravidez.