Publicado em: quinta-feira, 01/03/2012

Estudo aponta que acidentes aéreos cresceram 41% no Brasil em 2011

De acordo com um relatório divulgado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável por apurar as tragédias aéreas no Brasil, o número de acidentes aéreos no Brasil em 2011 cresceu 41% se comparado a 2010. O índice é o maior registrado na última década.

Segundo o Cenipa, no ano passado foram registrados 156 acidentes aéreos, sendo que 130 deles foi com aviões e 26 deles, foi com helicópteros. Já no ano anterior, foram 110 acidentes, sendo 90 deles com aviões e 20 com helicópteros.

No ano de 2002, o número envolvendo esses acidentes foi apenas 63, em 2003 foram registrados 70 e em 2007 chegou a marca de 102. Na última década, 2005 foi o ano em que as tragédias aéreas foram registradas em menor quantidade, apresentando apenas 58 casos. De acordo com projeções, estima-se que 2012 possa bater um novo recorde.

Até o final de fevereiro, já foram registrados mais de 40 casos envolvendo aeronaves no país. As ocorrências envolvem não incidentes sem danos ou feridos, mas também acidentes em que há riscos graves, feridos, mortes ou perda de alguma parte da aeronave. Comparando-se o número de acidentes com mortes com o total da frota, é possível perceber que o índice subiu em 2011, passando de 0,16% em 2010 para 0,23%. Já o percentual da frota nacional envolvendo acidentes com perda total da aeronave passou de 0,21% contabilizado em 2010 para 0,28% em 2011.

Mesmo que no Brasil o número de acidentes aéreos tenha aumentado mais de 40% no último ano, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) divulgou em dezembro de 2011 que, no resto do mundo, os indicadores globais de segurança no transporte aéreo, melhoraram quase 50% em relação aos 11 primeiros meses de 2010.