Publicado em: sexta-feira, 07/10/2011

Estudo ambiental rebate críticas

Um estudo sobre a legislação de 11 países apontou que o Brasil não é o único que impõe restrições ao corte de florestas em propriedades privadas. Durante a discussão sobre a reforma do Código Florestal no Congresso, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, (PSD-TO), afirmou que a exigência de os proprietários rurais preservaram a vegetação nativa era uma coisa exclusivamente brasileira.

O estudo foi feito numa parceria entre o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e uma instituição parceira à Universidade de Oxford (Inglaterra). O resultado do estudo é uma resposta à crítica da senadora e rebate sua afirmação.

A nota técnica divulgada afirma “Nosso código está longe de ser uma jabuticaba. Há muitas outras nações com leis igualmente rígidas de proteção florestal”. Os resultados mostram que os países como China, Japão, Alemana, França, Holanda, Polônia, Grã-Bretanha e Suécia aumentaram a cobertura florestal nos últimos 60 anos.

O principal compromisso assumido pelo Brasil para combater as emissões de gases do efeito estufa é a redução do desmatamento. Uma lei promulgada em 2009 determina a redução de 80% do ritmo de desmatamento na Amazônia e de 40% no Cerrado, isso até 2020.