Publicado em: sexta-feira, 21/06/2013

Estudantes retomam liderança em mobilizações sociais

Estudantes retomam liderança em mobilizações sociaisDe todas as manifestações realizadas que começaram na cidade de São Paulo e foram rapidamente se espalhando por todo o Brasil, mostrou que há a retomada de estudantes às movimentações sociais, segundo de especialistas.

Os protestos começaram com uma decisão da Prefeitura de São Paulo a respeito do reajuste de uma tarifa do ônibus que foi de três reais para R$ 3,20. O Movimento Passe Livre (MPL) impulsionou manifestações e de repente os movimentos estudantis também estão nas ruas, assumindo papel de protagonistas em novas e grandes mobilizações, ainda de acordo com especialistas.

Luci Praun, coordenadora de ciências sociais da Universidade Metodista, não duvida que estes protestos representem que há a retomada de uma liderança estudantil engajada a movimentos sociais e que ainda conta com a positividade do apoio de uma boa parte da sociedade civil.

Para Antônio Carlos Mazzeo, professor de ciências políticas da Universidade Estadual Paulista (ENESP), os movimentos estudantis não sumiram apenas mudaram em qualidade e as manifestações atuais estão sendo comparadas aquelas que já conhecemos as que aconteceram no período de ditadura militar em nosso país. A diferença é que na época da ditadura os estudantes nas ruas não sabiam se voltavam para suas casas.

De acordo com Mazzeo são estudantes com núcleo forte e trabalhadores com alto grau de insatisfação na sociedade brasileira. O que está amplamente comprovado através das frases escritas nos cartazes que estão sendo usados.

Ele acrescenta que para os estudantes é a expressão da vontade de não aceitar passivamente a imposição que vem de cima para baixo, tomando as ruas e dando este recado para o governo.

Violência

Entre os manifestantes existem os moderados e os radicais e além deles existem também aqueles que vão até lá apenas pela oportunidade de violência, vandalismo ou roubo, como em todo e qualquer local onde haja aglomeração de pessoas.

Em movimentos que envolvem milhares de pessoas em espaços públicos, como as ruas, existem os que possuem limites menores em sua conduta, ou podem ser mais explorados através de seu próprio Estado que se mostra injusto e ineficiente para ele.

Ali existem também aqueles sem perspectivas, como as de emprego, educação e estudo. Qual seria a lógica na ação de protestos para eles? O que deve ser atacado?

São Paulo e Belo Horizonte, prefeitura, Brasília, Congresso Nacional, Rio de Janeiro, assembleia legislativa, ou seja, onde estão os governantes.