Publicado em: quinta-feira, 26/04/2012

Estudantes marcham por educação gratuita no Chile

Centenas de universitários realizaram uma marcha na quarta feira (24) pela região central de Santiago e outras cidades do Chile. Este foi o primeiro protesto do ano, a nível nacional, que exige a oferta de educação pública, com qualidade e gratuitamente.

Os estudantes universitários e secundários marcharam pela avenida Alameda, exibindo faixas e cartazes e entoando canções que foram compostas nas manifestações do ano passado, quando mais de 40 manifestações foram organizadas apenas em Santiago.

Um forte esquema policial acompanhou a marcha de perto, garantindo que a manifestação ocorresse sem incidentes. De acordo com a imprensa local, cerca de 10 mil estudantes teriam se reunido no protesto. Entretanto, os dirigentes estudantis afirmam que este número estaria mais próximo de 50 mil.

Organização

A Confederação de Estudantes do Chile, a Confech, foi quem convocou a manifestação, afirmando na véspera que a marcha se realizaria pela consideração da proposta governamental para o sistema de crédito dos estudantes como insuficientes. Isso porque os juros do sistema são três vezes maiores para os que ingressam em universidades públicas.

Um dos líderes, Noam Titelman, declarou que o movimento já conseguiu acabar com os bancos da educação, mas as taxas altas ainda são um problema. O objetivo, de acordo com ele, é conquistar uma reforma que inclua acesso ao financiamento, crédito e qualidade.

No ano passado, a maior manifestação reuniu mais de 100 mil estudantes, juntamente com familiares e professores nas ruas da capital, exigindo a educação pública, porém de qualidade e gratuita. O Chile apresenta o sistema educacional mais desigual do mundo.