Publicado em: quarta-feira, 25/07/2012

Estudantes de medicina de São Paulo terão que passar por exame para exercer profissão

O Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo, órgão conhecido como Cremesp, decidiu que agora os formandos do sexto ano dos cursos de medicina terão que fazer uma prova para exercer a profissão. As principais instituições de ensino do estado aprovaram a medida. No entanto, querem opinar sobre o modelo de prova adotado e ainda querem que a prova seja aplicada em todo o país.

Membros de instituições de ensino superior que têm cursos de medicina no estado, como Unifesp,F UFSCar, USP, Unesp e Unicamp acreditam que a prova será um ponto positivo para que as universidades possam ver os pontos nos quais o ensino está falhando. Os diretores também criticaram a decisão do governo federal que aumentar o número de vagas nos cursos de medicina no país. Recentemente, houve um anúncio da criação de pelo menos 2,5 mil novas vagas.

Mario Saad, que é professor de medicina na Unicamp disse acreditar que uma prova de múltipla escolha pode não ser a melhor alternativa para avaliar os estudantes. Para ele, o melhor seria que provas fossem aplicadas ao fim do segundo, quarto e sexto ano e que houvesse um exame de residência médica, que contaria com questões discursivas e práticas.

O exame para o estudantes do sexto ano de medicina já existe em São Paulo. Ele é aplicado há sete anos, mas não é obrigatório. Com isso, nos últimos anos a participação dos alunos caiu bastante e fez com que ela não fosse suficiente para que uma avaliação dos cursos fosse realizada.

Fazendo com que a prova seja obrigatória, a Cremesp quer ampliar o número de estudantes a participarem do exame e poder assim fazer uma avaliação mais realista de como estão os cursos do estado. Além disso, com a decisão, o órgão quer suscitar a discussão para que uma lei federal seja feita para que o exame seja necessário em todo o território brasileiro.