Publicado em: quinta-feira, 10/04/2014

Estudantes da Universidade Católica fecham o trecho do Pistão Sul para protesto, no DF

Estudantes da Universidade Católica fecham o trecho do Pistão Sul para protesto, no DFNa noite da última quarta-feira (9), os alunos da Universidade Católica de Brasília fecharam novamente um trecho do Pistão Sul, que se trata de uma das principais avenidas de Taguatinga. O ato foi em reivindicação pela manutenção da carga horária da universidade. De acordo com os estudantes, há duas pistas localizadas em frente à Universidade Católica que ficaram bloqueadas até as 21h14 da quarta. Eles começaram cedo, logo pela manhã, os estudantes já tinham bloqueado todas as pistas durante o protesto, os protestantes contam que, a reitoria tem a pretensão de diminuir em duas horas e 45 minutos o tempo das aulas, isso causou revolta.

Os estudantes também afirma que a instituição pretende transformar 20% das disciplinas de cada curso em aulas com ausência de professor, apenas virtual. Por conta disso, também pela manhã um grupo se reuniu com a direção da instituição para discutir o assunto e tentar chegar a um consenso. Como os estudantes foram resistentes em liberar a via, policiais militares tiveram que usar gás de pimenta para dispersar a multidão. Mesmo com a atitude da PM, os alunos insistiram em ficar e não deixariam o local. Um deles foi mais atrevido e discutiu com um policial, sendo ameaçado de ser preso por desacato.

Luta pelos direitos

Segundo o estudante do 8º semestre de direito, Otaviano Caetano, a manifestação foi uma forma de chamar a atenção da sociedade para o que vem acontecendo. Ele acredita que, são problemas que não deveriam acontecer em uma universidade particular. Enquanto os alunos estão lutando para serem ouvidos, o reitor está passeando em Recife (PE), diz o estudante. Em contrapartida a assessoria da Universidade Católica, informou que o reitor está em Brasília e declaram que em breve se reunirá com o comitê de estudantes.

O coordenador do comitê de assessoria de comunicação da reitoria, Alexandre Kieling não quis se manifestar sobre o assunto, mas defendeu a atitude. Ele diz que, com isso foi aberto um canal de negociação com os alunos. “Estamos fazendo uma série de mudanças e uma reestruturação acadêmica. Estamos nos baseando em conceito de ensino e aprendizagem que as melhores universidades do mundo também estão trabalhando”, conclui.