Publicado em: quarta-feira, 14/12/2011

Estudantes acorrentados em escola ilegal no Paquistão são libertados pela polícia

Cerca de 50 estudantes de uma escola religiosa ilegal no Paquistão foram encontrados acorrentados e depois libertados pela polícia local. As instituições de ensino islâmicas mais radicais são conhecidas como madrassas e fazem uso de violência física e maus tratos para “educarem” seus alunos. Alguns dos acorrentados têm 12 anos e normalmente são enviados às madrassas pelos seus próprios pais ao se envolverem com drogas crimes. Essas instituições são acusadas de treinarem os alunos para integrarem os movimentos islâmicos armados.

Os meninos ficaram sem comida e presos em um quarto conhecido como câmara de tortura. A polícia informou que foi aberto um inquérito para investigar o caso e dois dos responsáveis pela madrassa foram presos, mas o chefe da organização conseguiu fugir. Depois de resgatados, os alunos contaram como era o regime da escola. Um deles relatou que apanhou 200 vezes, enquanto outro lembra que foi informado que seriam enviados à guerra e, se tentassem fugir, levariam 200 chibatadas.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, o aluno Mohi-ud-Din afirmou “eu fui mantido no porão pelo mês passado e fui preso em correntes. Eles também me torturaram diversas vezes nesse período. Eu apanhei com paus de madeira”. Outro aluno destacou que “eles não davam comida ou roupas apropriadas”.

De acordo com um dos alunos da madrassa, membros do Taleban visitaram a escola e avisaram a todos que se preparassem para a batalha. Segundo o porta-voz do centro de assuntos internos da província de Sindh, Sharfuddin Memon, “toda possibilidade incluindo o envolvimento na militância será investigado”.