Publicado em: segunda-feira, 04/02/2013

Estados Unidos buscam aumentar privacidade de usuários de aparelhos móveis

Estados Unidos buscam aumentar privacidade de usuários de aparelhos móveisEm um para que seja protegida a privacidade dos norte-americanos que utilizam a internet em smartphones e tablets, a Comissão Federal de Comércio (FTC) recomendou na sexta-feira (1º) que a indústria para dispositivos móveis incluísse recursos do tipo que impede rastreamento (do-not-track) nos seus softwares e aplicativos.

O presidente da FTC Jon Leibowitz, afirmou que a indústria de dispositivos móveis tem que permitir que os usuários não tenham as atividades on-line rastreadas. Este relatório que foi aprovado na comissão não é algo obrigatório, porém indica que a agência está focada seriamente em realizar a privacidade móvel.

A comissão aplicou multa de US$ 800 mil no aplicativo Path no mesmo dia, por ter desrespeitado regras federais para proteção de privacidade de crianças. Este aplicativo poderia recolher informações pessoais de usuários, incluindo praticamente todos catálogos de endereços de usuários.

Leibowitz diz que a empresa está olhando para a privacidade por décadas e estas novas medidas estão sendo necessárias, pois o comércio vai mudando para smartphones. O relatório mostra que há um claro quadro de que atividades podem fazer com que uma empresa sofra investigações.

Para Apple, Google, Microsoft, Amazon e BlackBerry, estas sugestões são apenas regulamentações. Porém a FTC também está olhando para milhares de pequenas empresas que criam e desenvolvem aplicativos. A introdução destes smartphones fez com que fosse criada uma espécie de corrida atrás do ouro nas start-ups e que fossem criados aplicativos de jogos, com músicas, mapas e serviços para consumo, desde compras até às redes sociais.

O diretor-executivo Morgan Reed da Associação para Tecnologia Competitiva, que é um grupo comercial que faz a representação de desenvolvedores de aplicativos, afirmou que a organização iria apoiar o relatório feito na comissão, porém tem preocupações em respeito ao que ele chamou de conseqüências que não são intencionais.