Publicado em: quinta-feira, 28/06/2012

Estados Unidos aprovam remédio para tratar obesidade depois de 13 anos

Pela primeira vez em 13 anos, a agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos aprovou um remédio que será utilizado para tratar a obesidade. O medicamento Lorcaserin, que será comercializado pelo nome Belvig, será fabricado pelo laboratório Arena Pharmaceuticals.

Em um comunicado, a Administração de Alimentos e Fármacos dos Estados Unidos, conhecido pela sigla FDA, disse que aprovou o Belviq (cloridrato de lorcaserin) para que ele seja utilizado junto a uma dieta de baixa calorias e exercícios por aquelas pessoas que tem sobrepeso crônico.

A aprovação feita pela FDA segue uma recomendação de especialistas que pediram que esse medicamento pudesse ser comercializado por adultos que sejam obesos e que tenham pelo menos uma das doenças que estão relacionados com o excesso de peso como, por exemplo, diabetes e pressão alta.

O novo medicamento faz com que o apetite do paciente seja controlado. Isso acontece por meio de receptores no cérebro, que ativam o receptor da serotonina 2 C. Os testes clínicos feitos com o remédio mostraram que os pacientes podem perder, em média, de 3% a 3,7% do seu peso corporal depois de um ano utilizando o produto, comparando com aqueles pacientes que receberam o placebo.

O remédio só poderá ser utilizado por adultos que sofram de obesidade, tendo um índice de massa corpórea (IMC) com valor de 30 ou mais. Adultos que tenham sobrepeso, ou seja, com IMC de 27 ou maior, poderão utilizar o medicamento se tiverem pelo menos uma doença que esteja relacionada ao sobrepeso, como colesterol alto, diabetes do tipo 2 ou então hipertensão.

Vale lembrar que a aprovação deste novo medicamento aconteceu só nos Estados Unidos e ainda não há previsão de quando ele começará a ser comercializado no Brasil.

O último medicamento que foi aprovado nos Estados Unidos contra a obesidade foi o Xenical, que começou a ser fabricado e comercializado pela Roche em 1999. O remédio, que também foi comercializado no Brasil, evitava que o corpo absorvesse a gordura ingerida pelo paciente, mas tinha efeitos colaterais incômodos que fizeram com que ele perdesse popularidade no mercado.