Publicado em: quinta-feira, 19/07/2012

Estados Unidos aprovam mais uma droga para tratamento da obesidade

Os Estados Unidos aprovaram, em menos de um mês, o segundo remédio voltado para o controle da obesidade. A agência norte-americana que faz a regulamentação de alimentos e remédios, a FDA, aprovou a venda de um novo remédio que irá tratar a obesidade. O remédio se chama Qsymia e é produzido pela indústria farmacêutica Vivus. Antigamente, esse remédio era conhecido pelo nome de Qnexa.

A FDA tinha ficado 13 anos sem aprovar nenhum medicamento para o tratamento da obesidade. A última droga aprovada tinha sido o medicamento Xenical, que prometia fazer com que o corpo não processasse a gordura dos alimentos mas tinha, no entanto, efeitos colaterais desagradáveis. Nesse tempo, a agência ainda proibiu que outros medicamentos que já estavam no mercado pudessem ser vendidos.

O remédio mais recente aprovado pela FDA, o Qsymia, é voltado para pacientes obesos que têm o índice de massa corpórea (IMC) acima de 30. Ele também é indicado para pacientes que tenham IMC acima de 27, mas que tenham alguma outra doença associada como, por exemplo, colesterol alto, diabete do tipo dois ou hipertensão.

Os resultados das pesquisas indicam que depois de um ano de tratamento com o novo medicamento, os pacientes podem perder de 6,7% a 8,9% do seu peso. Em média 69% dos pacientes perderam pelo menos 5% do seu peso quando utilizaram a dose recomendada do medicamento quando comparado com os 20% dos pacientes que receberam o placebo.

O novo medicamento é o resultado da junção de outras duas substâncias que já existiam no mercado. Uma delas é um derivado da anfetamina conhecido como fentermina, que suprime o apetite. O outro é o topiramato, um anticonvulsivante que é utilizado em pacientes que sofrem de enxaqueca e epilepsia.

Aqui no Brasil, os remédios para emagrecer que contém anfetamina foram proibidos de serem comercializados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Quem precisa fazer tratamentos para emagrecer precisa usar duas alternativas disponíveis no mercado: o orlistate e a sibutramina.