Publicado em: quinta-feira, 21/06/2012

Estado de saúde de Mubarak continua crítico e desconhecido

Hosni Mubarak, o ex-ditador que comandou o Egito por quase três décadas, estava ontem, quarta feira (20), em uma complicada situação de saúde, de coma. O estado de saúde dela ainda aumenta a tensão quanto ao resultado da eleição para escolha do próximo chefe de estado. A eleição aconteceu entre inúmeras tentativas dos militares em reafirmarem o poder.

Mubarak foi deposto do poder aos 84 anos e foi levado na noite de terça feira (19) da prisão onde estava para um hospital do exército localizado no sul do Cairo. Agora, ele encontra-se em coma, necessitando do apoio de aparelhos para respirar. A informação foi divulgada por fontes médicas e militares a uma agência de comunicação.

A fonte médica declarou que, clinicamente, o ex-presidente não pode ser considerado morto, porque ele continua recebendo estímulos dos médicos e respirando com o auxílio de equipamentos.

A rede estatal e local de televisão indicou que seria divulgado em breve um comunicado oficial a respeito do estado de saúde de Mubarak. Inicialmente, o ex-ditador havia sido levado para um setor da prisão com instalações médicas. Depois de sofrer um acidente vascular cerebral, ele foi encaminhado ao hospital militar de Maadi.

Entretanto, grande parte do povo egípcio suspeita que esta seja apenas uma estratégia para criar compaixão da população com o ex-líder, resultando assim em um tratamento diferenciado. Alguns, porém, já consideram que Mubarak é uma peça do passado egípcio.

Piora do caso

Foi depois de sua prisão que Mubarak teve o estado de saúde agravado. Algumas fontes de segurança revelaram que o ex-ditador está sofrendo de uma profunda depressão, além de hipertensão e muita dificuldade para respirar sozinho. A família dele até chegou a pedir a transferência como um hospital.

Essas incertezas quanto ao estado de saúde e piora de Mubarak criam ainda mais tensão a respeito da escolha do próximo chefe de estado. As eleições presidenciais terminaram no domingo, mas a Comissão eleitoral adiou o anúncio do resultado, porque está analisando as solicitações dos advogados dos dois candidatos, que afirmam ter ocorrido fraude eleitoral.

Tanto Ahmed Shafiq, o último primeiro ministro de Mubarak, como o rival Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, estão reivindicando para si a vitória. Ainda hoje devem ser divulgados os resultados oficiais das eleições.