Publicado em: quinta-feira, 15/03/2012

Espírito Santo e Rio Grande do Norte não aderem à paralisação de professores

No dia de ontem, quarta feira (14), professores da rede de ensino pública de todo o Brasil iniciaram uma paralisação, que reivindica o cumprimento da lei do piso nacional do magistério, que foi reajustado em fevereiro para o valor de R$ 1.451,00. A paralisação deve durar três dias, quando novas assembléias serão realizadas. Somente nas redes estaduais do Rio Grande do Norte e Espírito Santo as aulas não foram interrompidas.

Roberto Leão, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), explicou que estes dois estados não aderiram a paralisação em razão de existir um acordo entre os sindicatos e os governos.

Entretanto, Leão declara que a mobilização da categoria está dentro do esperado entidade. “Estamos com uma adesão muito boa. Há greve em 24 redes estaduais de educação, e em 26 estados, redes municipais estão se mobilizando. Só em Tocantins, 11 cidades irão paralisar”, conta.

O estado do Rio de Janeiro também está realizando protestos sindicais, mas nenhum deles está ligado à entidade CNTE. Foi realizado um levantamento sobre as escolas que tiveram as aulas suspensas e quantos alunos foram afetados pela mobilização. O resultado deste balanço será divulgado na sexta feira (16).

Assembléias

Também no dia 16 ocorrerão assembléias regionais para discutir se a categoria continuará paralisada. “Estamos organizando a maior manifestação pela educação que o Brasil já teve. Em todos os Estados os professores vão cruzar os braços e protestar”. Quem faz a afirmação é Marta Vanelli, secretária geral da CNTE, responsável por reunir diversos sindicatos da categoria.

A paralisação vem atingindo escolas públicas das redes municipais e estaduais de diversas partes do Brasil. Vanelli também explica que se as solicitações não forem cumpridas, os professores podem optar pela realização de uma greve geral.

Tudo começou no dia 27 de fevereiro deste ano, quando Ministério da Educação divulgou a definição de um novo piso nacional do magistério, com reajuste de 22% baseado no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). De acordo com o levantamento da CNTE, somente São Paulo, Pernambuco, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Goiás e Distrito federal estão pagando o piso estabelecido, no valor de R$ 1.451,00.