Publicado em: quarta-feira, 28/03/2012

Especialistas argumentam que medidas para a indústria não são suficientes

Segundo economistas e empresários, as novas medidas de apoio implantadas pelo governo não são suficientes para acelerar o crescimento do setor industrial. A última medida anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, se refere à redução do IPI e foi anunciada segunda-feira. De acordo com os analistas, o governo precisa também trabalhar na redução dos juros e melhorar os investimentos de infraestrutura para o setor.

Segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega anunciou a manutenção da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A redução terminaria no final deste mês, mas agora foi prorrogada para mais três meses. Os cortes valem para os produtos da linha branca, incluindo fogão, geladeira, máquina de lavar, entre outros produtos. O ministro prometeu ainda redução dos juros de financiamento para a indústria.

Segundo Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a redução de impostos é importante e mostra que o governo se preocupa com o empresariado. Para ele, o governo foi sensível com o processo de “desindustrialização em curso no país”. No entanto ainda é necessário mais avanços para acelerar o crescimento, pois as medidas não representam novidades para o setor. É apenas prorrogação de ações que foram tomadas em 2011, disse Skaf. Ele argumentou que seria importante a diminuição nos preços de energia elétrica e redução dos tramites burocráticos. O setor espera que com a volta de Dilma Rousseff da reunião com os BRICS haja alguma nova política apresentada.

Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), também espera medidas mais amplas e de longo prazo para o setor. Ele parabenizou o governo pela ampliação do IPI reduzido, mas disse que e necessário estender essa medida também para outros setores. Para Andrade essas ações pontuais ajudam e reduzem custos diante dos importados, no entanto são necessárias políticas mais concretas. O setor espera ainda que essa medida seja ampliada para outras áreas como de aço e plástico.