Publicado em: quinta-feira, 17/05/2012

Espanha considera o Brasil como “porto favorito” para investimentos no exterior

Segundo José Manuel García-Margallo, ministro das Relações Exteriores e Cooperação da Espanha, o Brasil é considerado pela Espanha como “um porto favorito” aos investimentos no exterior. Mesmo com os problemas econômicos da União Europeia (UE), o país continua enviando dinheiro para o país da América Latina. Essa declaração foi feita ontem pelo ministro em viagem pelo Brasil. García-Margallo está fazendo uma breve visita ao país e ficará por aqui por pelo menos três dias. Ontem, a primeira reunião foi com o chanceler brasileiro, Antonio Patriota. O objetivo da reunião foi discutir o acordo de associação estratégica que já foi assinado pelos dois países ainda em 2003. Espera-se que a atualização ocorra em curto prazo.

Dificuldade da Espanha são passageiras, avalia ministro

Depois da primeira reunião o ministro espanhol falou sobre a “importância estratégica” da relação que o país possui com o Brasil. Em junho o Brasil deve as visitas do Rei Juan Carlos e também do presidente espanhol, Mariano Rajoy. Além disso, o ministro falou sobre os problemas econômicos enfrentados pelo país. Segundo ele, a Espanha passa por um momento regular e por uma fase difícil para tentar sair da crise financeira. Ele, no entanto, se mostrou confiante e disse que essas dificuldades são passageiras, pois as medidas aplicadas pelo governo de Rajoy estão mostrando melhoras. Ele falou que assim que isso acontecer o país voltará a focar nos investimentos no exterior, inclusive no Brasil.

Investimentos e acordos pautam as reuniões no Brasil

O ministro falou ainda dos investimentos espanhóis no país que somente nos últimos 12 anos acumularam aproximadamente US$ 40 bilhões. Mesmo com a crise econômica, em 2011 foram enviados ao Brasil um capital de US$ 4,8 bilhões, salientou. Ele disse também que o país pretende investir nos projetos relacionados a Copa do Mundo de 2014, que vai acontecer no Brasil. O encontro também teve como tema o acordo entre a UE e Mercosul, que está em negociação há mais de oito anos e não se chega a um consenso.