Publicado em: quinta-feira, 05/07/2012

Erros humanos foram responsáveis pelo acidente nuclear em Fukushima

Analistas divulgaram nesta quinta-feira, 5 de julho, que o acidente ocorrido na usina nuclear de Fukushima poderia ter sido evitado já que ele foi marcado por diversos erros humanos que desencadearam a crise no governo do Japão e da Tepco, companhia elétrica responsável pela usina.

De acordo com os analistas, apesar do acidente ter sido causado inicialmente pelo terremoto e o consequente tsunami ocorridos em março do ano passado, ele não pode ser atribuído simplesmente a um desastre natural, já que ele poderia ter sido previsto e prevenido.

A comissão é responsável por essa conclusão é formada por dez analistas e foi criada em dezembro do ano passado a pedido do parlamento japonês. Para produzir o relatório, os analistas entrevistaram 1.167 pessoas para que as causas da crise nuclear no Japão fosse esclarecida. Eles produziram um documento que, no total, tem 641 páginas nas quais eles apontaram que o principal responsável pelo acidente foi o erro humano.

Mesmo com a catástrofe causada pela natureza, o documento mostra que uma série de erros humanos foram praticados e, além disso, as autoridades públicas do país não exerceram da forma esperada o seu papel de supervisão. Esse cargo teria assumido pela companhia elétrica Tepco, que opera a usina, e que tomou decisões prejudiciais à segurança da população.

Embora a operadora da usina diga que a central estava preparada para os tremores e que os seus reatores não sofreram danos por conta do terremoto de 9 pontos, somente pelo tsunami que atingiu o país logo depois, o relatório feito pelos analistas não descarta a possibilidade do reator número 1 já ter sofrido danos pelos tremores.

Pelo menos 80 mil pessoas estão sem poder voltar para suas casas, que estão num raio de vinte quilômetros da usina Fukushima Daiichi. Eles estão proibidos de voltar por causa da radioatividade que está presente no local. Já no interior da usina, os operários trabalam para evitar que novos vazamentos aconteçam.