Publicado em: quarta-feira, 09/04/2014

Equipes continuam em busca de sinais de avião no oceano

Equipes continuam em busca de sinais de avião no oceanoOs últimos sinais do acidente envolvendo a queda de um avião no Oceano Índico, foram vistos no domingo, dia 6 de abril. As buscas continuam, mas nenhuma outra pista foi encontrada. Um robô deve ser enviado a fim de rastrear as profundidades do oceano.

Mas, os trabalhos estão focados no resgate da caixa-preta e só depois devem direcionar o submarino.

O avião desaparecido é da empresa Malaysia Airlines. O submarino Bluefin-21 que já foi transportado pela embarcação Ocean Sheild, da Austrália, foi o que capturou alguns sinais. Um deles com a duração de 2h20 e mais outro de 13 minutos. A frequência é comparável a de uma emissão da caixa-preta.

Quem coordena a operação é Angus Houston. Ele deu uma entrevista falando que não foram encontrados mais pistas e as buscas devem continuar. A investigação só terá fim quando a equipe tiver certeza de que as baterias da caixa-preta acabaram.

A Austrália criou um Centro de Coordenação de Agências Conjuntas como forma de prestar orientação para as buscas. O chefe da organização afirma que para otimizar as informações atuais e decidir o tamanho da área de buscas é preciso novos sinais.

Só então depois pode-se enviar o Bluefin-21, que tem uma área limitada de ação. Houston ressalta que a busca dos destroços consiste em uma tarefa lenta de detalhada. A busca pelo robô vai ter a duração de muitos dias nas profundidades do Oceano Índico.

A partir dessas constatações, Houston não vê chances de enviar o submarino a qualquer hora. Uma das dificuldades apontadas por David Johnston, que é ministro de Defesa da Austrália, é relacionada ao tamanho da área de buscas além da profundidade do leito marinho que chega a 4,5 mil metros.

Para verificar o ponto em que o avião caiu na água, 20 boias de sonar estão sendo utilizadas. Essa estratégia busca encontrar uma importante parte da investigação. Os trabalhos seguem em ritmo intenso em locais onde possivelmente haja destroços.

Atualmente, as buscas são feitas em um raio de 77.580 quilômetros quadrados em uma área que fica há 2.268 quilômetros de distância de Perth.