Publicado em: quinta-feira, 18/08/2011

Envolvidos com vazamento da prova do Enem são condenados

Quatro dos cinco envolvidos com o furto e a liberação doa prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009 foram condenados nesta terça-feira (16) pela Justiça Federal de São Paulo. A acusação era de violação de sigilo funcional e corrupção passiva.

O acusado que teve a maior sentença foi Felipe Pradela, com pena de 5 anos e 3 meses de reclusão na modalidade semiaberta. Já Filipe Ribeiro Barbosa e Marcelo Sena Freitas receberam a condenação de 4 anos e 6 meses em reclusão de regime semiaberto, e Gregory Camillo Oliveira Craid conseguiu que sua pena fosse revertida na prestação de serviços comunitários. Ainda era acusado um quinto réu, Luciano Rodrigues, que teve absolvição.

O processo indica que Freitas, Pradela e Ribeiro eram funcionados da empresa que realizou o Consocio Nacional de Avaliação e Seleção, que é contratada pelo Inep para a aplicação e distribuição das provas. Eles foram acusados de furto do material na Gráfica Plural, aonde estavam empregados. Os outros réus foram acusados por terem colaborado com o crime. O Ministério Publico Federal chegou a estes acusados quando eles tentaram vender a prova à jornalistas.

Em 2009, o vazamento das provas fez com que o exame fosse cancelado dias antes do dia programado. Cerca de quatro milhões de estudantes foram prejudicados com o ato. Além disso, o calendário de outros processos seletivos teve que ser modificado no final do ano e no inicio de 2010. Com o transtorno, o Inep teve um gasto 30% maior do que o planejado para a aplicação do Enem.