Publicado em: terça-feira, 18/03/2014

Ensino superior para indígenas é tema de evento do MEC em Brasília

Ensino superior para indígenas é tema de evento do MEC em BrasíliaAconteceu na última segunda-feira, em Brasília, o primeiro encontro promovido pelo Ministério da Educação para debater as políticas de avanços na educação superior para indígenas no Brasil. Participam do grupo de trabalho pesquisadores, representantes dos índios e equipes do MEC.

O grupo pretende criar uma nova proposta de política educacional que atenda as demandas dos povos indígenas por formação de nível superior, e também os processos próprios de conhecimento das diferentes etnias. Entre as possibilidades está a criação de uma universidade intercultural, a formação de uma rede nacional de institutos de ensino superior, entre outros.

Para o coordenador do grupo de trabalho, Macaé Evaristo, um dos principais desafios é a área da pesquisa, independentemente da instituição onde será desenvolvida, para garantir uma articulação entre os conhecimentos tradicionais da cultura indígena e o saber acadêmico.

Representantes das comunidades indígenas afirmaram na reunião que há tempos essa demanda existe, e a iniciativa de reunir um grupo qualificado para tratar deste tema é uma demonstração de respeito aos anseios dos índios brasileiros.

Segurança na base dos estudos

Foi aprovado recentemente pelos senadores brasileiros o projeto de lei que dificulta o fechamento de escolas rurais, indígenas e quilombolas. Pela proposta, o fechamento de qualquer dessas unidades deve ser aprovado anteriormente pelo órgão normativo do sistema de ensino.

Isso garantiria, segundo os defensores do projeto, que a evasão escolar no ensino fundamental e médio seja reduzida, uma vez que um dos principais agravantes desse cenário é a distância entre comunidades e escolas, e a falta de mobilidade para suprir essa lacuna.

Segundo dados do Ministério da Educação, foram fechadas 13 mil dessas escolas apenas nos últimos cinco anos. Atualmente, 151 mil alunos são atendidos por estas unidades no Brasil, e qualquer fechamento nelas deve passar, a partir de agora, pela aprovação de órgãos como os Conselhos Municipais de Educação, que tem representação não só dos gestores públicos, mas também de toda comunidade escolar.