Publicado em: segunda-feira, 01/10/2012

Enquanto jovens procuram Humanas, mercado precisa de Exatas

Enquanto jovens procuram Humanas, mercado precisa de ExatasA demanda das áreas exata e técnica está alta no Brasil, conforme uma pesquisa feita com base nos Censos do ano de 2000 e de 2010. A pesquisa realizada pelo economista do Centro de Políticas Públicas do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e da Universidade de São Paulo, Naercio Menezes Filho.

O aumento de profissionais formados em outras atividades, como Administração, Jornalismo, Publicidade entre outros, fez com que o salários desse nicho diminuíssem.

Entre os maiores salários para as formações universitárias no ano de 2010 haviam graduados em Medicina, academias militares, Engenharia Civil e Odontologia, com vencimentos mensais de aproximadamente R$ 5000. Um dos motivos disso, segundo Menezes é que: “Há mais demanda na área de exatas, mas a oferta está crescendo mais rápido na área de humanas”, comenta Menezes.

O trabalho analisou várias informações de 10,6 milhões de cidadãos entre 18 e 60 anos que tinham o diploma universitário em 2010 (5,4 milhões em 2000). O estudo foi encomendado pela BM&F, BRAiN Brasil, uma associação de bancos, Federação dos Bancos Brasileiros (Febraban) entre outros.

O estudo começou em um paradoxo, pelo menos aparente. Que o Brasil tem falta de mão de obra qualificada e o salário médio de pessoas que concluíram o ensino médio reduziu-se de R$ 1.378 no ano de 2000 para R$ 1.317, dez anos após. Já os que tem diploma em um curso superior viram que o seu rendimento diminuiu de R$ 4.317 em 2000 para R$ 4.060 dez anos depois. Se os vencimentos de quem completou algum dos dois níveis de estudo caiu, é sinal de que a procura de mão de obra qualificada que recuou e não de pessoas com ela.