Publicado em: quinta-feira, 19/07/2012

Enfermeiros e médicos são contra medida que os obrigam a usar chips em jalecos

A medida implantada em um hospital do Rio de Janeiro está gerando polêmica nesses últimos dias, inclusive levando os sindicatos a entrarem na Justiça contra o uso dos chips em jalecos. Tanto o sindicato dos médicos quanto dos enfermeiros do Rio de Janeiro pretendem entrar com pedido no Ministério Público do Trabalho contra a implantação da media que obriga quem trabalha no hospital a usar chips em jalecos. Trata-se de uma ação que está ocorrendo na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Mesquita, da rede estadual de saúde no Rio de Janeiro. Essa foi uma medida implantada com o objetivo de controlar a entrada e saída dos funcionários da UPA, que somam 150 pessoas. A medida também ajudaria a evitar desvio de materiais. Conforme explicou Monica Armada, presidenta do Sindicato dos Enfermeiros, essa medida é arbitrária de quem é responsável pela unidade. Ela disse que não é possível monitorar uma pessoa por meio de um chip e isso não deve ser aceito, pois trata-se de perseguição a quem está trabalhando. Ela questionou, inclusive, que tipo de país vivemos para que uma pessoa precise ser monitorada por meio de um chip. A representante do sindicato disse ainda que a medida não terá efetividade já que é possível trocar de jaleco com outras pessoas.

Para representante do sindicato dos médicos, medida viola dignidade

Para Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos, a medida implantada no hospital viola a dignidade humana. Segundo ele, está escrito na Constituição Federal que todo ser humano tem direito à dignidade, mas esse tipo de medida, na visão do sindicato, tem semelhança com regimes autoritários e não tem por objetivo melhorar o sistema de saúde e nem representar o interesse público. Quem administra a

UPA de Mesquita é o Instituto Data Rio, representando a Secretaria Estadual de Saúde do estado.