Publicado em: sábado, 03/11/2012

Enem 2012 – Mercadante toma medidas inéditas de segurança para evitar falhas

No Enem 2012 que inicia hoje, o ministro da educação, Aloizio Mercadante, está enfrentando com muitas responsabilidades, se fizermos um comparativo com o dos anos anteriores, no qual ocorreram vazamento de gabaritos, de diversas questões da prova e de fraudes dentro de tal processo que seleciona a entrada dos alunos para instituições de ensino superior de nível Federal. As provas começam hoje e o objetivo da administração atual é que maiores problemas sejam evitados. O exame está em vigor para seleção desde o ano de 2009, anteriormente ele apenas somava alguns pontos nas avaliações de vestibulares prestados para instituições públicas.

Com esse alto grau de importância, o Ministério da Educação decidiu tomar providências inéditas para manter a segurança. Este é o primeiro ano em que será usados lacres eletrônicos nos 10 mil malotes que carregam as provas. As provas saem lacradas da gráfica com a data e a hora do fechamento dos pacotes, e caso sejam abertos antes do tempo previsto, será registrado um boletim de ocorrência. No ano de 2010 uma das professoras acabou abrindo a prova e contando o tema da redação para seu filho. Em vista deste tipo de ação é que tais medidas de segurança precisavam ser tomadas.

Além de tudo isso ainda ficará sob responsabilidade do Exército a distribuição de todas as provas, contando com o apoio da polícia federal, da Polícia Rodoviária Federal além das polícias militares de cada estado. Ao todo serão mobilizadas mais de 566 mil pessoas nos trabalhos de logística, desde a impressão, entrega e monitoramento do exame. Luiz Cláudio Costa, que é o presidente do Instituto Nacional de estudos e Pesquisas Educacionais, serão utilizados cerca de 3.400 itens de segurança para realização da prova que ocorre a partir de hoje.

No ano de 2011 as provas ocorreram dentro da normalidade prevista, porém alguns dias depois foram descobertos que alguns itens utilizados num pré-teste (que serve para normatizar a dificuldade de todas as questões) vazaram em um colégio de Fortaleza, e depois de uma longa batalha na justiça, o MEC conseguiu manter a validade do exame em todo o país.