Publicado em: terça-feira, 05/06/2012

Enem 2012 – Conheça as cinco competências analisadas na redação do Enem

A redação do Enem tem um grande peso no desempenho do candidato e, por isso, é motivo de muita dúvida e insegurança. Para atender a todos os critérios exigidos pela banca avaliadora é necessário cumprir cinco competências.

A primeira delas é “demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita”, pois o aluno precisa ter a capacidade de saber se expressar de modo adequado, escrevendo um texto claro, objetivo e com poucos erros gramaticais. É preciso não dar margem de erro para uma dupla interpretação daquilo que está sendo escrito.

A segunda competência é “compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo”. Essa categoria é a categoria-chave, pois é onde o candidato irá provar se entendeu ou não o tema proposto. Na dissertação escrita a respeito do assunto solicitado, o candidato precisa demonstrar que é capaz de discutir o assunto, com bons argumentos que promovam a discussão.

Outro critério é saber “selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista”. Basicamente é pedir que o aluno redija uma dissertação apresentando o seu ponto de vista dizendo as razões pelas quais ela enxerga determinadas coisas daquela maneira. Deve-se ser convincente para que o leitor acredite que o que está escrito é o correto.

“Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação” é outra competência avaliada. Segundo ela, ao fazer uma dissertação, é necessário fazer conexões entre as ideias apresentadas, articulando uma declaração com a outra, resultando em uma conclusão decorrente delas. Os mecanismos linguísticos são os conectores entre essas ligações.

Por fim, deve-se “elaborar proposta de solução para o problema abordado, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural”, ou seja, não basta só mostrar que existe um problema, é preciso trazer propostas para solucioná-los. Vale lembrar que neste caso não deve-se utilizar argumentos óbvios ou muito genéricos, e nem ser radical demais.