Publicado em: sexta-feira, 09/03/2012

Enem 2011: cinco pessoas são indiciadas pelo vazamento de questões

O Ministério Público Federal do Ceará (MPF-CE) realizou uma denúncia ontem, quinta-feira (8), de cinco pessoas. A acusação é pelo vazamento de perguntas que caíram no Exame Nacional do Ensino Médio 2011 (Enem). Entre as pessoas envolvidas estão duas representantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), uma da instituição Cesgranrio (organização que aplica a prova) e mais dois funcionários do Colégio Christus, em Fortaleza, onde os alunos tiveram acesso às questões do Exame antes da aplicação da prova.

No caso das duas mulheres representantes do Instituto, as duas deverão responder por falsidade ideológica, já que segundo o Ministério Público Federal as duas negam a chance de obter os cadernos de pré-teste, afirmando que os cadernos já não existiam mais. No caso da pessoa da Cesgranrio, a resposta seria por ter oportunizado a indivíduos sem autorização o acesso aos cadernos de pré-teste. Os funcionários do colégio serão denunciados pela utilização indevida, além de divulgação de material considerado sigiloso. A denúncia só aconteceu depois de intensas investigações da Polícia Federal.

Oscar Costa Filho, o procurador do caso, também solicita que o Inep seja intimado a contribuir com a entre do material do pré-teste do Enem que foi aplicado em Fortaleza. Foi através de um simulado desse, feito na capital cearense, que os estudantes do colégio conseguiram acessar a 14 questões que caíram no Enem oficial.

Nenhum dos envolvidos, a Cesgranrio, representantes do colégio Christus e até mesmo do Ministério da Educação, a quem o Inep responde, quis dar alguma declaração sobre o caso.

Ação da Polícia Federal

No mês de janeiro deste ano, a Polícia Federal já havia indiciado duas pessoas relacionadas ao vazamento: um professor e um outro funcionário que estavam presentes no momento de aplicação do simulado. Na época, a PF não confirmou o nome dos envolvidos e dois dias depois o Ministério público Federal solicitou a Polícia que investisse nas investigações.

Em nota divulgada a imprensa, o Colégio Christus declarou na época que acreditava “na honestidade e na lisura de seus funcionários” e permanecia aguardando decisão, “considerando que as notícias expressam apenas a opinião da autoridade investigadora, uma posição equilibrada e isenta do Ministério Público Federal a respeito dos fatos relacionados ao Enem 2011, de modo que, ao final, prevaleçam a verdade e a Justiça”.