Publicado em: segunda-feira, 02/02/2015

Empresas implantam chips nos funcionários

Quem trabalha há muitos anos já está habituado com os sistema das empresas, usando crachás, senhas ou cartões para ter acesso ao escritório, pagar o transporte coletivo ou mesmo para efetuar compras. Entrentanto, em uma empresa na Suécia, em Estocolmo, a proposta é facilitar a vida das pessoas, instalando nelas um chip sob a pele que vai facilitar todos estes processos, garantindo acesso a senhas, cartões e crachás de uma maneira muito mais prática.

Um dos funcionários, que tem um escritório no edifício comercial em questão, já consegue abrir a porta da frente apenas aproximando o chip sobre a pele de um leitor posicionado na parede. No interior do prédio, ele só precisa repetir o gesto para garantir acesso a outras salas do escritório e até mesmo para acionar a máquina que realiza as fotocópias. O funcionário representa apenas um dos que instalaram na mão o chip de RFID (identificador de radiofrequência). No prédio trabalham cerca de 700 pessoas e todas elas irão fazer o mesmo.Empresas implantam chips nos funcionários

A proposta é que o chip serva no futuro até mesmo para realizar o login em computadores e concretizar o pagamento de contas em dispositivos eletrônicos. Quem comanda o projeto é um grupo cibernético na Suíça, que conta com a ajuda de tatuadores para implantar os chips. Um jornalista da BBC resolveu testar também a ideia e instalou em sua mão um chip do mesmo tipo, relatando que a colocação é dolorida, como um injeção, mas que o incômodo passa rápido. O idealizador do projeto inclui em seu chip até mesmo as informações de seu cartão de visita, explicando que seria muito mais fácil poder resolver tudo apenas com um toque das mãos.

Algumas pessoas ainda estão em dúvida com relação a efetividade da ideia, já que o chip apresentou algumas dificuldades em interagir com os dispositivos. Um dos funcionários do prédio afirmou que não iria implantar o chip, admitindo que a tecnologia tem uma grande potencial, mas que não faria sentido aproveitá-la apenas como forma de ligar equipamentos ou abrur portas. O idealizador porém defende que o objetivo é mais profundo que isso, que ele quer preparar as pessoas para um momento em que a implantação dos chips será algo exigido por empresas e governos.