Publicado em: segunda-feira, 02/04/2012

Empresas chinesas têm maior fluxo de encomendas dos últimos 11 meses

As empresas chinesas mostraram grande fluxo em março, principalmente de novas encomendas, aumentando a quantidade de atividade dentro dos últimos 11 meses. A maior dificuldade está nas manufaturas menores que ainda tem restrição de crédito e dificuldades para se manter no mercado. Essa dificuldade dá indícios de que, mesmo com a melhora, a economia ainda não tem fôlego suficiente para acompanhar o mercado mundial. Esse maior fluxo em empresas grandes pode ser explicado pelo final do inverno. Além disso, os economistas alertam que não há previsão de aumento real.

Os dados mostram que embora a economia chinesa não esteja entrando em colapso, esse foi o prior trimestre registrado em três anos para o período. Além disso, para que a economia se mantenha estável é necessário ainda um afrouxo monetário por parte do governo. O que aumentou neste domingo foi o índice oficial de gerentes de compras (PMI). Esse indicador acompanha as grandes indústrias e mostrou um aumento nos últimos 11 meses. O índice passou de 53,1 pontos em março se comparado a 51 do mês passado. Esse número ficou bem acima da expectativa dos analistas que esperavam somente 50,5 pontos para o período.

Acredita-se que estes números tenham impactos hoje nos índices econômicos, pois deve minimizar os boatos de que a China estaria caminhando para um recuo na produção. No entanto, é preciso salientar que esse número divulgado se deve apenas as grandes corporações e não a toda a indústria chinesa. De acordo com o economista do Nomura, Zhang Zhiwei, esse dado terá bem menor impacto depois dos ajustes sazonais. Segundo ele, a economia não deve ter melhorado tanto. Se retirar o fator sazonal, o aumento deste ano fica abaixo da média histórica do setor. Observando deste ângulo, esses dados não significam um grande sinal da economia chinesa.