Publicado em: quinta-feira, 04/04/2013

Empresário afirma que fornecedor do governo de SP foi quem financiou eletrônicos em duplex de Gabriel Chalita

Empresário afirma que fornecedor do governo de SP foi quem financiou eletrônicos em duplex de Gabriel ChalitaO empresário que equipou o apartamento do político Gabriel Chalita (PMDB-SP) levou papéis para o Ministério Público Federal (MPF) durante esta terça-feira (2) que comprovam que uma parte da despesa teve seu pagamento realizado por um grupo que tinha contratos junto à Secretaria da Educação de São Paulo em quanto ele era deputado.

Conforme os documentos que o empresário Cesar Valverde apresentou, uma das empresas que foram responsáveis em fazer o pagamento da instalação dos equipamentos eletrônicos dentro do duplex de Chalita foi a Interactive, que é ligada com o grupo COC.

As empresas do COC, entre elas estão a Interactive, chegaram a receber R$ 14 milhões da Secretaria de Estado da Educação em compras realizadas sem licitação entre os anos de 2002 até 2006, período em que Chalita era deputado. O peemedebista não se pronunciou sobre isto.

O superintendente Nilson Curti do grupo COC, e o analista de sistemas Roberto Grobman criaram a empresa Interactive no ano de 1999 para que vendesse softwares educacionais a escolas públicas. Hoje em dia, ela se chama SEB e faz parte do grupo do empresário Chaim Zaher.

Em diversos depoimentos para o MPF, Grobman disse afirmar que este serviço no apartamento era uma parte das propinas que o COC pagou para Chalita pelos contratos junto à secretaria. O COC também entrou em contato com Chalita para que ele realizasse palestras e chegou a comprar 34 mil livros do deputado.

Estes documentos chegaram a ser entregues para o promotor Nadir de Campos Jr, e a nota fiscal deste projeto para automação chegou a ser emitida no nome da Interactive. Durante o depoimento, o empresário fez relatos que chegou a ser procurado pela advogada Marcia Alvim, que é a principal assessora de Chalita, para que realizasse este serviço.

Valverde chegou a confirmar ainda o teor dos e-mails que Grobman entregou ao Ministério Público. Em um, Valverde indicava a conta pessoal que ele tinha no Bank of America, que fica na Flórida, para que chegassem a ser depositados US$ 79.723 dos equipamentos.

No mês de fevereiro foi apontado que Chalita sofre investigações em 11 inquéritos do Ministério Público, todos eles abertos após depoimentos do analista de sistemas Roberto Grobman. Ele afirma que foi o grupo COC que o colocou como assessoror de Chalita na Secretaria da Educação.

O empresário Chaim Zaher disse através de uma nota que o grupo SEB não conta com a empresa Valverde entre os seus fornecedores e não reconhece nenhum pagamento que seja realizado em favor desta empresa. Conforme a nota, o grupo irá aguardar para que tenham acesso ao depoimento para que possam se posicionar nos autos sobre o que foi afirmado.

Ainda nesta série de e-mails, Grobman afirma que vai necessitar realizar o pagamento para a Valverde com certa urgência. Logo após, o dono do COC determina que ocorra o repasse, conforme aponta o e-mail. Conforme Grobman, o dinheiro chegou a ser repassado de uma conta do dono do COC no Banco Safra, nos Estados Unidos.

A assessoria de Gabriel Chalita (PMDB-SP) disse que ele vai se pronunciar apenas após que o seu advogado tenha acesso ao que Cesar Augusto Valverde depôs e a documentação que o Ministério Público colheu.