Publicado em: quarta-feira, 22/01/2014

Empresa americana vai na contramão e recusa trabalhar com genéricos

 Empresa americana recusa trabalhar com genéricosDiferentemente da maioria das indústrias do ramo farmacêutico que trabalham no Brasil, a empresa Eli Lilly, americana, vai contra o crescimento dos medicamentos genéricos, que hoje somam cerca de R$ 15 bilhões por ano. De acordo com o presidente da Lilly no país, Julio Cesar Gay-Ger, o foco deles será mantido, seguindo para a inovação, mas sem interesses nos genéricos.

O objetivo da empresa é, futuramente, desenvolver medicamentos parecidos com os genéricos, os chamados genérico de marca, porém, essa não é a prioridade para a empresa, afirmou o executivo.

No Brasil, a farmacêutica está prestes a perder uma grande fatia da sua receita do medicamento Cialis, que é voltado para pacientes com disfunção erétil. Isto porque, a patente do produto expira em meados do ano que vem. Em 2013, a venda deste medicamento alcançou a marca de R$ 264,4 milhões no Brasil, garantindo a participação ao laboratório de 24% de faturamento. Comparado a 2012, os números cresceram cerca de 6,9%.

Ainda no nosso país, este mercado de disfunção erétil teve uma movimentação de mais de R$ 1 bilhão no que passou, com um crescimento de mais de 28%, se comparado a 2012. Depois da perca da patente no ano de 2010, o medicamento de maior concorrência do Cialis, o Viagra – da indústria americana Pfizer – as vendas tiveram uma grande queda após a entrada dos medicamentos genéricos.

Este destino provavelmente será o mesmo da empresa Lilly. Mas, os executivos da marca acreditam que a entrada dos produtos inovadores vão bater as perdas com as patentes que inevitavelmente acabam.

Inovação – A Lilly tem em desenvolvimento 13 produtos inovadores, que já estão na fase de pesquisa mais avançada, a 3, para diferentes tipos de terapias. A companhia ainda acredita que os produtos para acompanhamento de oncologia e diabetes sejam as suas maiores apostas.