Publicado em: quinta-feira, 15/03/2012

Emprego recua em janeiro e fecha em 0,3% a menos que dezembro

Taxa de emprego no mês de janeiro recuou se comparado com dezembro. A queda foi de 0,3% em relação ao mês anterior de acordo com o relatório divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado negativo veio depois de uma alta observada em dezembro de 0,1%. Outubro e novembro de 2011 também acumularam recuo de 1%. Somente dezembro teve uma leve alta, provavelmente em função do Natal. Esses dados fazem parte da Pimes (Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário).

Outra queda observada pela pesquisa foi no número de horas dos trabalhadores. Foram 0,2% a menos que em dezembro. No entanto, se comparar janeiro com os meses anteriores, o valor da folha de pagamento apresentou um aumento bastante significativo, alcançando 5,1%.

Se comparar o mês de janeiro com o mesmo de 2011, o emprego apresentou recuo de 0,5% na indústria. Essa é a quarta vez que a pesquisa mostra uma taxa negativa. A pesquisa é feita em 14 capitais do país e desta vez oito delas mostraram recuo na taxa de emprego para o primeiro mês do ano. São Paulo foi o estado com a maior taxa de queda, alcançando uma redução de 3%. No caso de São Paulo a maior retração ocorreu nos setores de metalurgia, vestuário e metais.

Queda de empregos atinge 18 setores da indústria

Além de São Paulo, outros estados também indicaram recuo na taxa de emprego. É o caso, por exemplo, do Ceará com 2,8% de retração e Santa Catarina com queda de 1,5%. ). Alguns estados, no entanto, mostraram comportamento contrário. Trata-se do Paraná, com aumento de 4,6%, Minas Gerais, com 2,5% de expansão e Pernambuco com 4,2% a mais. Se comparados os setores, alguns foram mais prejudicados com a queda da taxa de emprego. Trata-se principalmente do setor de calçados e couro, que foi o que teve maior retração, com 8,6%. Vestuário está em segundo lugar com 5,3% a menos que dezembro. Produtos de metal, madeira, têxtil e plástico também mostraram retração. Os dados mais positivos ficaram com os setores de alimentação e transporte. O primeiro teve aumento de 5,1% e o segundo de 2,8%.