Publicado em: quinta-feira, 15/03/2012

Emprego na zona do euro recua no quarto trimestre de 2011

Pesquisa aponta que a taxa de emprego nos países que compõe a zona do euro caiu 0,2% no último trimestre de 2011. Enquanto isso o valor gasto com horas trabalhistas aumentou em 2,8%. Esses dados mostram que a Europa está apresentando problemas para recuperar o mercado, ao contrário dos EUA que mostra sinais claros de recuperação.

Os dados que indicam a queda de 0,2% na taxa de empregos nos países europeus foram publicados pela empresa de estatísticas da União Europeia (UE). A chamada Eurostat. A retração do quarto semestre em relação ao terceiro se deu na mesma proporção que o encolhimento observado entre o segundo e terceiro trimestre. Isso mostra uma série de resultados negativos que elevam a dificuldade das nações em se restabelecerem.Conforme a crise foi tendo impacto na economia, o número de empregos caiu significativamente prejudicando ainda mais o bloco pois a quantidade de pessoas comprando é relativamente menor do que quando todos estão empregados e recebendo salário fixo.

Cenário europeu é diferente que nos EUA

O cenário da Europa se distancia da realidade norte-americana onde a situação tem melhorado e os empregos, inclusive, cresceram. Os números chegaram a mais de 200 mil em dezembro e isso se manteve até fevereiro. Isso demonstra que o país tem se recuperado gradativamente do impacto da crise mundial. Esse resultado se contrasta com os Estados Unidos, onde dezembro, janeiro e fevereiro apresentaram mais de 200 mil postos de trabalho.

Com relação ao valor das horas trabalhadas, esse número subiu 2,8% no último trimestre. A indústria representa um aumento de 3,3% no valor das horas e isso mostra que as empresas querem maior produtividade. Os países aumentaram os salários nos últimos dez anos e isso tem impacto na produtividade. Os custos das empresas com os empregados têm crescido na Europa e só em 2011 a elevação foi de 12%.