Publicado em: terça-feira, 11/02/2014

Emprego na indústria fecha 2013 com queda

Indústria fecha 2013 com queda de empregosA indústria brasileira não tem muito a comemorar, houve em 2013 uma queda de 1,1 %, segundo os números divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (11). Lembrando que em 2012 a queda foi de 1,4%.
Em contrapartida, os salários pagos pela indústria cresceram no último ano, tendo um aumento de 1,2%.

O IBGE pesquisou os dados de 14 estados, tendo apresentado números negativos em 11 deles. No estado de São Paulo a queda foi de 0,9%, na Bahia a indústria fechou com uma redução de 5,6%, Pernambuco (- 6,4%), Rio Grande do Sul (-2,2%) e Santa Catarina teve a maior alta, de 0,9%.

A produção na indústria teve um crescimento de 2,1% no primeiro semestre de 2013, mas fechou o ano com apenas 1,2%, não mantendo os números dos primeiros seis meses. Auxiliado pelo produção de veículos automotores, cuja alta foi de 7,2%, sobretudo influenciada pela fabricação de caminhões reboques e outros veículos maiores responsáveis pelo transporte de mercadorias.
A indústria petrolífera no país tem crescido, principalmente os setores de produção de álcool e refino de petróleo (7,3%); de equipamentos de transporte (8%); perfumaria, produtos de beleza e detergentes (5,5%).

O recuo na produção foi sentido pela indústria farmacêutica, cuja queda foi de 9,7%; o setor de bebidas (-4,1%); indústrias de extração (-4,1%); e edição, reprodução de gravações e impressão (- 10,2%).

Foram gerados em 2013 mais de 1,1 milhão de empregos, 200 mil a menos que no ano anterior, e ainda mais distante dos números de 2010, quando 2,5 milhões de brasileiros foram contratados com carteira assinada. Os índices só não foram menores que os apresentados em 2003, quando foram criadas mais de 820 mil vagas com carteira assinada.
Entretanto, o Ministério de Trabalho acredita que em 2014 serão gerados mais empregos que no ano passado e a Copa do Mundo é uma das cartas da manga que o Governo Federal usará na geração de empregos.