Publicado em: quinta-feira, 14/08/2014

Emissoras ‘sofreram’ com a cobertura sobre a morte de Eduardo Campos

Emissoras ‘sofreram’ com a cobertura sobre a morte de Eduardo CamposHá meses os veículos de comunicação não tinham um dia tão conturbado como o de ontem, quarta-feira (13). A notícia da morte de Eduardo Campos foi inesperada, chocou a todos e não tinham muitas informações disponíveis, o que dificultou – e muito – o trabalho dos jornalistas. Desde janeiro de 2013, quando aconteceu a tragédia na boate Kiss, que a televisão não enfrentava uma cobertura tão difícil. A certeza era de que: o avião em que estava o presidenciável Eduardo Campos e mais seis pessoas caiu e não houveram sobreviventes, porém, até mesmo nisso algumas emissoras se embaralharam na hora de noticiar o fato.

Visto que nesse caso, tudo deve ser em ritmo acelerado – conforme as informações vão chegando, elas vão direto para o ar, é natural erros e falhas técnicas nesse momento. O problema está quando a pressa em dar a notícia fala mais alto, sem ao menos ter a confirmação se é verdade ou não passa de especulação. Talvez o mais difícil em todo o dia de ontem, foi o momento de confirmar a morte de Eduardo Campos e revelar ao público que o pior havia acontecido. Porém, cada veículo usou uma forma para dar a notícia, há quem seja mais cauteloso e há quem esteja em busca de audiência apenas. Um exemplo disso, foi o canal pago Globo News que assim que soube do acidente, divulgou junto a morte de Eduardo, contudo, se retratou e só voltou a confirmar depois de uns minutos quando havia plena certeza do que tinha acontecido.

Programas policiais

Os canais de TV aberta pararam sua programação normal e se dedicaram somente ao acidente. Mas os problemas começaram quando estavam no pico de sua audiência, mas sem muitas informações para fornecer ao telespectador. No decorrer do dia, a situação foi se agravando com a entrada dos programas polícias que possuem muito tempo disponível e pouco conteúdo. Tratando-se do caso da morte de Campos, a única saída para os programas “Tá na Tela” e “Brasil Urgente” na Band e “Cidade Alerta” na Record, eram debater as causas do acidente.