Publicado em: segunda-feira, 10/12/2012

Emissões de gases continuam sem restrição

Emissões de gases continuam sem restriçãoNeste sábado (8), aconteceu uma conferência sobre o clima em Doha, no Catar. A reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) não garante os cortes de emissão de componentes do efeito estufa que ocasionam o aquecimento global. Apesar disso, houve avanços. O Protocolo de Kyoto foi extendido até o ano de 2020 e um acordo histórico foi imposto: os países ricos devem compensar os pobres pelas perdas que causam por conta das alterações no clima.

A conquista foi satisfatória para as nações em desenvolvimento e o Brasil também faz parte deste grupo. Contudo, esses países reforçaram que essas políticas que visam proteger o planeta e amenizar os problemas climáticos não ocorrem no tempo necessário. As consequências da emissão de gases acontecem de forma rápida e há muito tempo isso vem sendo discutido sem uma ação efetiva.

O único plano obrigatório continua sendo o Protocolo de Kyoto, que teve aceitação de cerca de 200 países. Mas, nele, a obrigação de cumprir metas é só para países em desenvolvimento. Eles são responsáveis por menos de 15% de emissão dos gases. O texto final é que cita que as nações ricas podem contribuir com US$ 10 bilhões ao ano entre 2015 e 2020. Depois disso, um novo acordo global entrará em vigor.
As discussões da conferência se prolongaram e não houve consenso até a sexta-feira (7). Por esse motivo, o término aconteceu no sábado (8). A Rússia, Ucrânia e Belarus insistiam em receber crédito extra, já que cortaram a emissão de gases quando algumas indústrias fecharam as portas. O presidente foi aplaudido quando não prolongou essa objeção e passou para as pautas seguintes.

Impasse sobre compensações

De novo, a Rússia reclamou. Dessa vez, foi sobre uma suposta ilegalidade de procedimentos. A única relevância disso foi conferida na fala do presidente da conferência que nada mais faria do que inserir essa visão no relatório final. Os maiores emissores são os Estados Unidos, a União Europeia e a China, que aceitaram fazer acordo. As pequenas ilhas, ameaçadas fortemente pela poluição, tiveram seu representante bastante contundente em suas críticas. Os Estados-ilha aceitaram o acordo para garantirem alguma mudança, mesmo que ínfima.

Resultados de Doha

As duas semanas de discussões conseguiram descomplicar os acordos climáticos que vêm sendo pensados durante os 15 anos que se passaram. A ONU dará o próximo passo para colocar em prática as responsabilidades de todos os países.