Publicado em: quinta-feira, 24/05/2012

Em Buenos Aires, autoridade esclarece caso de ameaça de bomba

Na tarde de ontem, quarta feira (23), um juiz argentino explicou que uma bomba de ruído, que foi descoberto num teatro de Buenos Aires, não se tratava de um artefato letal. A bomba foi colocada no local em que permanecia o ex-presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Norberto Oyarbide, o juiz argentino de instrução, afirmou aos jornalistas que a polícia havia desativado um artefato explosivo, com potencial para matar as pessoas nas proximidades, caso viesse a explodir, aumentando as suspeitas de que os rebeldes da Colômbia estivessem com a intenção de alvejar Uribe.

Entretanto, Néstor Rodrigues, capitão da polícia, afirmou mais tarde que as duas bombas encontradas na caixa de papelão no teatro tinham o foco de planejamento para fazer um barulho muito forte, porém com pouco efeito destrutivo ou mecânico.

Suspeitas

Oyarbide declarou mais tarde à Rádio Caracol, da Colômbia, que ele havia sido informado que as bombas possuíam capacidade de causar significativo dano, afirmando ainda que a informação veio do chefe da unidade antiterrorista da polícia da Argentina.

O juiz aproveitou para elogiar a colaboração de investigadores da Colômbia, que ajudaram a esclarecer a situação. Até o momento, a colocação do dispositivo no local ainda não foi assumida por nenhum grupo revolucionário.

Enquanto presidente da Colômbia, Uribe trabalhou na questão de repressão das guerrilhas, gerando assim muitos inimigos. Ele estava na Argentina para uma conferência sobre liderança e deve seguir com sua programação inicial. Na última semana, o ex-ministro do Interior do governo de Uribe, por pouco, escapou de um carro bomba na cidade de Bogotá. A explosão acabou com a vida de seu motorista e toda uma escolta policial.