Publicado em: domingo, 14/07/2013

Eike deixa de ser Tio Patinhas nacional e passa a ser temido

Eike deixa de ser Tio Patinhas nacional e passa a ser temidoEike Batista até o ano passado estava entre os homens mais riscos de todo ocupando o oitavo lugar no ranking, com cerca de 34,5 bilhões de dólares só em sua fortuna de âmbito pessoal e ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva e também de Dilma Rousseff foi um empresário incensado como um homem exemplo a seguir, um modelo para outros dos investidores nacionais.

De um ano e quatro meses até hoje, o poderoso Eike Batista perdeu ao menos 30 bilhões deixando de ser o Tio Patinhas nacional e passando a ser visto como um homem de risco e de prejuízo, principalmente para aqueles que figuram entre os compradores das ações das prósperas empresas do milionário.

As relações do empresário com o governo federal parece andar em uma linha bem fica e apontar para um possível e próximo escândalo em corrupção e em favorecimentos ilícitos, de acordo com especuladores com abrangência maior ainda que o inesquecível mensalão. Segundo relatório realizado por uma agência que faz classificações de riscos, a Moody’s, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) somam 55% dos empréstimos feitos em um grupo do empresário Eike, o EBX.

Bank of America/Merryl Linch realizou uma ampla analise que apontou que as empresas do empresário Eike estão em exposição para mercado financeiro concentrada em cinco posntos diferentes do mercado no Brasil, no BNDES, com 4,888 bilhões de reais, na Caixa com 1,392 bilhão, depois os bancos privados como o Bradesco que está com 1,252 bilhão de Eike, Itaú Unibanco com 1,235 bilhão e por fim o BTG Pactual com 649 milhões de reais.

Ou seja, os bancos brasileiros tem uma soma em exposição acima de 9,4 bilhões de reais para o grupo de Eike, cuja EBX não conta com capital aberto, não faz divulgação de seus balanços. Porém, estima-se que este endividamento gire em torno de nada menos que 13 bilhões de reais.