Publicado em: sábado, 26/05/2012

Eike Batista pretende vender até 30% do capital da CCX

Depois de anunciar a venda de 0,8% do grupo EBX para a GE pelo valor de US$ 300 milhões, o empresário Eike Batista já falou que seu objetivo é vender 30% do capital da CCX. Essa é uma empresa de carvão na Colômbia e suas ações começaram a ser negociadas ontem da BM&F Bovespa. Esta programada ainda para os próximos meses a venda de outra parte da EBX. Desta vez o comprador será asiático. Estima-se que essa venda poderá dar ao bilionário um rendimento de pelo menos US$ 500 milhões. Segundo ele, já há conversas com interessados em adquirir parte da empresa. A possibilidade, segundo o empresário, é que o comprador da CCX seja tanto um grupo financeiro quanto uma siderúrgica que utilizada muito carvão, pois a produção da CCX é de altíssima qualidade. Além disso, a venda da outra parte do grupo já está relativamente avançada com um asiático.

A CCX surgiu depois da cisão do capital da MPX que era responsável tanto pela parte de mineração quanto de energia do grupo EBX. Para a venda desses 30% pretendidos pelo empresário, ele contratou o banco Morgan Stanley. O grupo do bilionário, além de explorar as minas de carvão situadas na Colômbia, também pretende construir 150 quilômetros de ferrovia e um porto. Essas obras devem ser feitas ao longo dos próximos anos e devem entrar em operação a partir de 2017. Come essas movimentações, as ações da CCX fecharam a sessão de ontem com alta de 0,11%, sendo cotadas a R$ 8,60. Ela haviam começado a manhã em queda, mas ao longo do dia voltaram a subir.

Além de falar sobre as novas compras, o bilionário rebateu as criticas feitas pela “The Economist”, em que dizia que o empresário não emprega aquilo que promete no que diz respeito a geração de caixas de suas companhias. Segundo ele a empresa sempre entrega e ele deu o exemplo da OGX, que explora petróleo e gás, que forneceu petróleo nos últimos quatro anos tendo 92% de sucesso. Ele falou ainda dos investimentos de US$ 5 bilhões em pesquisa feitos pela empresa. Eike ressaltou que mesmo com a crise, os seus negócios não foram afetados, o que demonstra solidez e margens altíssimas.