Publicado em: sábado, 16/06/2012

Egito escolhe presidente depois do regime de Mubarak

Este final de semana será decisivo para o povo egípcio, que irá as urnas, em meio a incertezas, para escolher o primeiro presidente do país depois da queda do ditador Hosni Mubarak. As eleições legislativas, que tinham sido vencidas pelos islamitas, foram invalidadas. O candidato islamita irá enfrentar, neste segundo turno, um representante do antigo governo.

A Corte Constitucional do país decidiu invalidar as eleições legislativas por acreditarem que estas eram inconstitucionais. A decisão foi vista pelos islamitas como um “golpe de Estado” que foi organizado pelos militares que ocupam o poder do Egito.

Crítica

A crítica dos islamitas tem fundamento, pois, com a anulação, o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA) é autorizado a assumir o Legislativo. Isso aconteceu em fevereiro do ano passado, quando o ditador Mubarak deixou o poder, e também um ano mais tarde, com a primeira sessão do Parlamento formado.

O candidato da Irmandade Muçulmana, Mohamed Morsi, afirma que respeita a decisão tomada pela Corte Constitucional. Com a derrubada da lei que excluía os personagens do antigo regime de terem direitos civis, o último primeiro-ministro do ditador, Ahmed Shafiq, pode continuar a disputa pela presidência do Egito.