Publicado em: quinta-feira, 15/08/2013

Egito decreta estado de emergência após série de confrontos

Egito decreta estado de emergência após série de confrontosNesta quarta-feira, o governo do Egito declarou decreto de estado de emergência e toque de recolher que será feito durante um mês no país, essas medidas se dão após os confrontos realizados nas ruas do país entre forças de segurança e manifestantes islamitas, esses ataques já deixaram vítimas de aproximadamente 235 pessoas e mais 2.001 feridas, de acordo com o Ministério da Saúde.

O estado de emergência começou às 16h, horário do Egito (11h do horário de Brasília). A presidência solicitou ajuda ao exército, para que auxilie o Ministério do Interior a cumprir à ordem no país, que nesse momento se encontra dividido.

Em Cairo e mais 11 províncias terão o toque de recolher que será das 19h às 6h.

O massacre gerou repulsa internacional e levou o vice-presidente do Egito, o diplomata e Nobel da Paz Mohamed ElBaradei,a renunciar o cargo que ocupava pouco tempo depois do anúncio que decretou o estado de emergência.

Segundo foi noticiado pela imprensa do país, os confrontos continuam intensos na capital do país, que está cada vez mais imersa na crise política após a deposição de Mohamed Morsi presidente islamita, no começo do mês de julho, por meio de um golpe militar que contou com o apoios de parte da população do Egito.

Os islamitas pedem a volta de Morsi ao poder, já que ele foi o primeiro presidente eleito em toda a história do Egito.

No entanto os militares não atenderam as reivindicações feitas pelos apoiadores de Morsi , e o acusaram de não ter feito um governo para toda a população do país e sim para apenas os integrantes do seu grupo, a Irmandade Muçulmana.

De acordo com informações passadas pelo Ministério da Saúde, 235 pessoas perderam a vida, 43 delas eram policiais, e mais de 2.000 pessoas ficaram feridas nos confrontos que aconteceram nesta quarta

O número de mortes ainda deve superar esta marca, à medida que novas comunicações de relatos de violência forem sendo realizadas.

Para o grupo que apóia o retorno de Morsi conhecido como Irmandade Mulçumana, esse número de pessoas mortas chega a 600, dentre eles a filha de Mohammed AL-Beltagui um dos líderes desse grupo.