Publicado em: quinta-feira, 04/08/2011

Egito dá continuidade ao julgamento do ex-ministro do Interior

Julgamento para condenar os culpados dos assassinatos de manifestantes que derrubaram o regime ditatorial de Hosni Mubarak, ex-presidente do Egito, continuou nessa quinta-feira (04) com a audiência do ex-ministro do Interior, Habib al-Adly. Além do personagem que fazia parte do governo de Mubarak, outros seis chefes de segurança são julgados junto com al-Adly. No caso, os sete integrantes são acusados de assassinarem centenas de rebeldes que participaram das manifestações.

Ao mesmo tempo, o julgamento contra o próprio ex-presidente foi adiado para o dia 15 de agosto. A primeira audiência foi realizada na quarta-feira (03), quando Mubarak e seus dois filhos se declararam totalmente inocentes das acusações contra as suas atuações enquanto chefes no governo. O ex-ditador estava internado em um hospital no balneário de Sharm el Sheik e por isso foi levado em uma maca médica para prestar seu depoimento. No Egito, a tradição é que os réus respondam às acusações dentro de uma jaula e o mesmo sistema foi aplicado a Mubarak e seus filhos.

Com a comoção no início do julgamento, o juiz Ahmed Refaat teve que pedir aos presentes que fizessem silêncio. “Precisamos que as pessoas mantenham a ordem e permaneçam sentadas para que possamos realizar nosso trabalho e para que a justiça tome seu rumo. Todos nós enfrentaremos Deus com corações honestos e é isso que esperamos. Que Deus nos ajude,” pediu o juiz.

Dependendo do julgamento, Mubarak pode chegar a ser condenado à pena de morte. A imagem do ex-presidente dentro jaula e deitado na maca de hospital foi a imagem mais humilhante veiculada pela mídia desde a sua renúncia.