Publicado em: segunda-feira, 17/03/2014

Educação brasileira amanhece em estado de alerta nesta segunda-feira

Educação brasileira amanhece em estado de alerta nesta segunda-feiraA semana começou com um movimento nacional de manifestações de profissionais da educação, que reivindicam melhorias ao setor. Desta segunda-feira até quarta (19), acontece a greve nacional da educação, e em alguns municípios há indicativo de que a paralisação deve se prolongar por tempo indeterminado caso as reivindicações não sejam atendidas.

O objetivo do movimento é reivindicar diversos pontos, que incluem a garantia de pagamento mínimo seguindo o piso nacional do magistério, melhorias e redução na carga horária, infraestrutura, hora-atividade e planos de carreira. A manifestação também pretende exercer pressão sobre o Congresso Nacional, para que haja a aprovação do Plano Nacional de Educação.

No entanto, apesar de ser um movimento nacional e que visa melhorias para os profissionais de todas as regiões, a adesão das escolas à manifestação é voluntária. Diversos estados de um extremo ao outro do Brasil, como o Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Bahia, Pernambuco e Piauí, têm focos de adesão à paralisação.

Problemas que persistem

A situação da rede municipal da capital paranaense já é dada como definida, e os professores curitibanos devem manter a greve a partir de quinta-feira (20). segundo o sindicato que representa a categoria, os educadores municipais estão revoltados com a falta de diálogo e a indisponíbilidade da administração estadual em cumprir acordos previamente firmados.

Em Goiás, especialmente na capital Goiânia, a situação também parece delicada. Isso porque os professores da rede municipal estiveram em greve em outubro do ano passado,e também alegam que não tiveram reivindicações atendidas. Por se tratar de um movimento nacional, secretarias municipais e estaduais de educação estão evitando comentar o assunto de maneira oficial, porém em regiões onde há possibilidade de a greve se estender as conversas devem ser iniciadas antes do terceiro dia de manifestações.