Publicado em: segunda-feira, 03/03/2014

Educação a detentos oferece oportunidade real de nova vida a mais de 1.200 em SP

Educação a detentos oferece oportunidadede nova vidaO sistema de Educação de Jovens e Adultos (EJA), que já ajudou muitas pessoas que haviam abandonado os estudos para trabalhar ou por falta de condições, também está oferecendo uma nova chance de presos serem reintegrados à sociedade com dignidade e conhecimento. Na região de Bauru (SP), por exemplo, 1.268 detentos conquistaram diploma.

Implantado há um ano, o EJA tem colaborado para melhorar o comportamento dos encarcerados em 123 prisões do estado, de acordo com pesquisa. A estimativa aponta que mais de 15 mil alunos frequentam as aulas, e 96% dos agentes penitenciários notaram a mudança de postura dos alunos.

Um balanço apresentado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo aponta ainda que 10.713 presos conquistaram diplomas dos ciclos I e II do Ensino Fundamental e Ensino Médio apenas em 2013. Além disso, quase 70% dos que frequentaram a sala de aula nas prisões declararam que pretendem continuar estudando após cumprirem a pena. Cerca de 50% deles dizem que queriam ter mais conhecimento, e por isso buscaram o EJA.

A pesquisa ouviu 100% da população carcerária que aderiu aos estudos, todos os funcionários das prisões onde são oferecidas as aulas, e ainda a integralidade dos professores, coordenadores e supervisores da Secretaria da Educação que atuam neste serviço especial. Destes profissionais, 15% já havia atuado com pessoas em privação de liberdade, e 25% já trabalhavam com o EJA.

Sem distinção

O currículo escolar oferecido dentro das prisões não tem qualquer diferença em relação ao levado para os alunos “convencionais” da educação de jovens e adultos e da rede básica de educação regular. Foi oferecida aos professores uma capacitação especial pela Secretaria da Educação, em parceria com universidades. Este primeiro ano de experiência e seus resultados servirão para traçar as metas e objetivos, além de novas estratégias para ampliar o alcance da educação entre a população carcerária de São Paulo.