Publicado em: quarta-feira, 14/03/2012

Eduardo Braga pretende se aproximar da base aliada e da oposição

Eduardo Braga, do PMDB do Amazonas é o novo líder da base aliada do governo. Segundo ele, a sua principal tarefa será se aproximar não somente dos senadores aliados, mas também dos que compõe a bancada de oposição. Após a alteração oficializada pelo Planalto, Braga concedeu uma entrevista coletiva aos jornalistas para esclarecer algumas dúvidas e falar sobre suas principais tarefas como líder do governo. O senador falou também do que pretende realizar durante seu mandato, do convite feito por Dilma e também fez elogios a Romero Jucá, do PMDB de Roraima, que ocupava o cargo antes da alteração.

Segundo Braga, é importante se aproximar da base aliada, mas também é necessário dialogar com os colegas da oposição. O seu objetivo será aproximar-se da oposição para integrar mais o Senado, pois sua perspectiva é de que a relação precisa ser sólida e construtiva. Braga disse, inclusive, que já falou sobre essa proposta com a presidente Dilma Rousseff e com Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais. Braga disse ainda que já está marcada uma reunião com Salvatti para tratar da agenda de trabalho para os próximos meses.

Depois da rejeição do Senado pelo nome de Bernardo Figueiredo para conduzir a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Braga afirmou que o próprio governo tem interesse em estabelecer a união entre os componentes da base aliada e evitar que impasses como este se repita. O caso ocorreu na semana passada, quando a eleição no Senado rejeitou, por 36 votos a 31, a indicação feita por Dilma para assumir a ANTT. O momento foi considerado o ápice dos problemas entre o Planalto e os partidos aliados e foi chamado de “rebelião do PMDB”. O partido vinha, há algum tempo, reclamando das atitudes da presidente e a votação foi uma resposta à presidente mostrando a insatisfação. Depois desta situação desconfortável para o governo, Braga pretende buscar união entre os partidos.