Publicado em: sábado, 25/02/2012

Economia brasileira cresce 2,6% em 2011, diz pesquisa

A economia brasileira cresceu 2,6% em 2011 se comprado a 2010. O levantamento foi feito pela Serasa Experian e divulgado ontem (24). O grande responsável pela alta foi o setor agropecuário e a indústria teve crescimento médio. O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de 2011 foi segundo pior desde 2004 e está atrás apenas de 2009, quando houve retração de 0,3%, resultado da crise financeira internacional.

Os economistas da Serasa Experian explicam que 2011 foi marcado por dois momentos distintos. O primeiro semestre foi altamente influenciado pelo ótimo resultado de 2010 enquanto a segunda metade obteve crescimento mais tímido em função dos juros altos e do agravamento da crise econômica mundial. Na primeira metade do ano o crescimento foi de 3,8% em relação a 2010. Na última metade, a expansão foi de 1,5% comparando com 2010.

Agricultura expande e indústria mantém estabilidade

Em 2011, o setor que mais cresceu foi o agropecuário com 3,5% se comparado a 2010. O resultado positivo do crescimento da economia se deve a essa alta na produção rural. Outro setor que teve crescimento significativo foi o de serviços com elevação de 2,7%. A indústria apresentou pouco crescimento, não passando de 1,5%. Essa baixa expansão é resultado, segundo a Serasa, do câmbio valorizado, dos juros elevados e da concorrência com produtos importados.

As compra de produtos estrangeiros aumentaram em 9,4% em 2011 e com o dólar valorizado as mercadorias brasileiras também chegaram aos mercados internacionais com preços mais altos, perdendo competitividade. E com os juros altos também houve aumento do custo interno de produção. Em conseqüência disso, as mercadorias importadas, na maioria das vezes, tinham preços mais satisfatórios. Além disso, as exportações cresceram pouco em 2011, avançando apenas 4,2%.

Outra variável fundamental para explicar o crescimento de 2,6% em 2011 é o aumento de 3,5% no consumo familiar ante 2010. Já os gastos do governo foram de apenas 2,1% no ano passado. Também ajudaram a elevar as riquezas do país, os investimentos em capital, que subiram 4,8%.