Publicado em: quarta-feira, 21/03/2012

Droga desenvolvida no Brasil será usada para combater o câncer nos EUA

Uma droga produzida em laboratórios brasileiros que tem por objetivo combater o câncer deve ser testada nos Estados Unidos depois de ser aprovada. O tratamento é específico para combater câncer de ovário. A novidade do novo método é que ele deve ser menos doloroso para o paciente se comparado à quimioterapia. O medicamento foi produzido pela Recepta Biopharma que é uma empresa brasileira de biotecnologia. Se os testes comprovarem a eficácia do tratamento, o medicamento poderá ser usado dentro de cinco anos. A FDA aprovou a droga na última semana para que os testes sejam feitos em pacientes americanos.

Com o reconhecimento por parte da agência americana o laboratório brasileiro receberá financiamentos e durante pelo menos sete anos o produto será distribuído apenas nos EUA. Segundo os médicos, o câncer de ovário é menos presente do que os demais, por isso é raro que uma empresa se interesse em produzir remédios para este tratamento. Embora não seja tão comum, só no Brasil são seis mil mulheres que descobrem a doença todos os anos. A Recepta Biopharma é coordenada por José Fernando Perez e fez a base do tratamento com anticorpos monoclonais. Eles aparecem nas pesquisas americanas em 1975 e depois disso participaram de várias tentativas de criação de medicamentos para câncer.

Novo tratamento é menos doloroso

O novo tratamento apresenta algumas facilidades para os pacientes. A quimioterapia feita pelos pacientes no atual tratamento utilizado ataca, além das células doentes, as que são saudáveis. Isso explica, por exemplo, porque as pessoas passam tão mal com os efeitos colaterais. A quimioterapia ataca as células do estômago e do couro cabeludo. Diferente deste tratamento, com os anticorpos monoclonais as conseqüências do tratamento são mais suaves não apresentando tantos efeitos negativos para o organismo. O objetivo, segundo o médico responsável pelo tratamento, é estabilizar a doença, ou seja, não se busca a cura, mas que a pessoa possua qualidade de vida.