Publicado em: quarta-feira, 07/03/2012

Dólar sobe 1,38% e fecha em R$ 1,76

O dólar fechou a terça-feira (6) em alta na terceira sessão consecutiva. O acumulo foi de 2,8% nesse período. Na tarde de ontem o Banco Central ficou ausente e não fez interferências depois de nove sessões seguidas em que atuou fortemente ao fazer leilões diários e anunciar medidas cambiais. No fechamento do dia, a moeda subiu 1,38%, sendo cotada a R$ 1,760. Esse foi o maior valor desde o dia 19 de janeiro, quando fechou a R$ 1,7670. Esse resultado pode assegurar a valorização de 2,56% no mês de março e reduziu a perda anual da moeda, que agora é de 5,83%. Na BM&F, o dólar encerrou a sessão com avanço de 1,43%, a R$ 1,7601.

O avanço de ontem ocorreu de acordo com a valorização generalizada da moeda norte-americana no exterior. Essa mudança aconteceu em linha com a aversão ao risco que baixou os preços de commodities e as bolsas de valores. No Brasil também houve influência do governo, depois que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o aviso da presidente Dilma Rousseff de que o governo deve continuar interferindo por meio de medidas cambiais para aumentar a competitividade da indústria brasileira e ampliar a valorização local da moeda norte-americana.

Problemas voltam a causar apreensão na Europa

A proximidade do prazo para a confirmação de adesão ao processo de reestruturação da dívida do país pelos credores privados da Grécia e as preocupações com os efeitos do crescimento da China voltaram a gerar apreensão nos mercados mundiais. Adiciona-se a esse cenário a contração de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no último trimestre do ano passado, em relação ao anterior. Isso alimentou desconfiança sobre a pouca capacidade da região de sair da crise num curto espaço de tempo. No Brasil a economia cresceu 2,7% no ano passado e ficou dentro das previsões dos economistas, mas abaixo do esperado pelo governo.