Publicado em: sábado, 03/03/2012

Dólar responde às medidas do Banco Central e fecha em R$ 1,73

Ontem a cotação do dólar respondeu às intervenções do Banco Central (BC) e fechou em alta. Desde quarta-feira (29), o BC vem agindo de maneira incisiva para conter a valorização do real. Nesta sexta-feira (2), a moeda fechou em R$ 1,73 apresentando uma alta de 1,2%.

Em função do empréstimo que o Banco Central Europeu fez, na última quarta-feira, aos bancos da Zona do Euro, o BC começou a ampliar as políticas de controle cambial. O Empréstimo foi de meio trilhão de euros com taxa de juros de 1%. Os objetivos do Banco Central Europeu são evitar a falência das instituições bancárias e ofertar mais capital na economia dos países da zona do euro.

No entanto, nem sempre esse dinheiro fica no continente europeu. Os bancos procuram investir em economias em expansão pelo mundo. Neste contexto, o Brasil é um dos escolhidos como mercado atrativo para investimento. Em função da taxa Selic estar em 10%, os especuladores injetam grande quantidade de dólar. Porém, essa entrada massiva tem efeitos prejudiciais para o país. Com o dólar desvalorizado ante o real, os produtos perdem a competitividade no mercado interno e externo, o que desestimula as indústrias.

Economistas mostram soluções divergentes

A solução para a desvalorização é discutida por diversos economistas que veem soluções diversas para o problema. Segundo o economista Pedro Rossi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), as medidas tomadas pelo governo, juntamente com outros controles de capital, serão suficientes para conter a queda do dólar ante o real.

Já José Oureiro diz que a única forma de controlar a desvalorização da moeda estrangeira no país é por meio da taxa de juros, que precisa recuar ainda mais. As medidas do governo tem tido efeito paliativo, agora é necessário mudança estrutural para que a taxa chegue a 6%.