Publicado em: sábado, 23/06/2012

Documento que finalizou a Cúpula dos Povos fala da mercantilização da vida

A declaração que finalizou a Cúpula dos Povos e reúne os principais pontos discutidos tem apenas quatro páginas e o conteúdo está dividido em 20 parágrafos. O principal tema do documento é o ataque a mercantilização da vida. Os parágrafos também fazem a defesa da justiça social e do meio ambiente. A Cúpula dos Povos reuniu, durante uma semana, representantes da sociedade civil em um evento paralelo a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.

Documento critica instituições financeiras e coalizões de países

O documento final foi divulgado ontem, no final da tarde, e faz duras críticas aos bancos e coalizões financeiras, como o G8 e G20. O maior problema é que essas instituições demonstram que são irresponsáveis com o futuro do planeta e dos humanos. Na declaração, os participantes deixam claro que desde a Rio92, que aconteceu há 20 anos, houve grande retrocesso no que diz respeito aos direitos humanos. Há ainda uma crítica a Rio+20 por manter um roteiro falido que não apresenta soluções sérias, pois com a crise os direitos dos povos, da natureza e a própria democracia são invadidos pelas grandes corporações.

Cúpula dos povos também critica discurso da economia verde

Uma das críticas presentes no documento é a economia verde. Embora ela tenha sido motivo de festejos na Rio+20, os participantes do encontro paralelo apresentaram duras criticas ao discurso pois acusam ser esse um discurso capitalista que não deixa de ter como meta o endividamento público-privado, a concentração de tecnologias e estímulo ao consumo. Além disso, o documento ressalta a importância de se reconhecer os direitos das mulheres e a autonomia que elas possuem sobre seus corpos. O fortalecimento das economias locais também é um dos pontos de destaque do documento, pois é uma das formas de manter uma vida sustentável.