Publicado em: sexta-feira, 18/04/2014

Docentes pedem propostas efetivas

Docentes pedem propostas efetivasO governo do estado do Paraná não consegue entrar em acordo com os professores e funcionários dos colégios estaduais paranaense, e com isso a greve marcada para o dia 23 de abril continua de pé. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) alega que está disposto a conversar com o governador Richa e o secretário da educação Flávio Arns, desde que haja um bom senso para com os professores e a fim de acabar com o impasse.

A presidente do sindicato, Marlei Fernandes, afirma que a partir da quarta-feira que vem (23) 70% dos professores estudais cruzarão os braços pois, segundo ela, estão insatisfeitos com o descaso e descumprimento de uma série de acordos que haviam fechado.

De acordo com Marlei, dentre as principais reivindicações dos educadores estão:

Hora Atividade: O sindicado espera que o governo estadual amplie as horas-atividade para 33% para que neste tempo, possam realizar a correção de prova, atividades complementares e cursos de aperfeiçoamento. Além disso, o professor que trabalha 20 horas por semana, o número atual de hora-atividade é de 6 horas, no entanto, os docentes reivindicam por sete.

Piso Nacional: Em janeiro deste ano, o Ministério da Educação anunciou que o piso nacional dos professores sofreria um aumento de 8,32%, diferente do valor informado pelo Governo Federal, Beto Richa concedeu um reajuste de apenas 6% e esta é uma das principais queixas dos professores estaduais.

Pagamento Atrasado: De acordo com o sindicato dos professores, o governo do Paraná deve aos educadores mais de 100 milhões de reais em promoções e bonificações, o que até agora não foi pago.

Concurso Público: Há alguns anos sem concurso, os professores exigem que o Estado tenha novos concursos para atender a demanda das escolas paranaenses.

Infraestrutura das escolas: Segundo a grande maioria dos professores do Paraná, há uma necessidade de reforma em diversas escolas estaduais, pois muitas delas não atendem aos anseios da população daquelas comunidades.