Publicado em: segunda-feira, 14/04/2014

Doações de cordões umbilicais agora podem ser encontrados no primeiro banco público que foi inaugurado em Minas

Doações de cordões umbilicais agora podem ser encontrados no primeiro banco público que foi inaugurado em MinasNessa última quinta-feira (10), foi inaugurado o primeiro banco público de cordão umbilical e placentário de Minas Gerais. A inauguração aconteceu em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Tudo pensado milimetricamente, o local terá capacidade para cinco mil bolsas e começará a receber doações de cordões em setembro desse ano.

Todo o material será usado em tratamentos médicos, mas podendo ser feito em qualquer pessoa e não somente em doadores. Fora o banco de cordão umbilical, no local também terá bancos de medula óssea de pele, sangues raros, tecidos musculoesqueléticos, membrana amniótica e também tecidos cardiovasculares. Segundo o presidente da Fundação Hemominas, Júnia Mourão Cioffi, todas as doações poderão ser feitas nas maternidades Sofia Feldman e Ipsemg, ele também afirma que, a captação são feitas nas maternidades.

As mães que estão fazendo pré-natal são procuradas é explicado o processo e depois durante o parto, depois do nascimento do bebê retira-se o sangue da placenta, ou seja não há risco nem para a criança e nem para a mãe. Quem pode fazer a doação, são as gestantes que possuem idade de 18 e 37 anos, e que estejam com mais de 35 semanas de gestação, é essencial estar boa saúde e que estejam fazendo também um acompanhamento de pré-natal. Outro pré-requisito também é que a futura mãe não tenha tido nenhuma complicação durante a gestação. Para se certificar que tudo está regular, antes da doação, a doadora responde algumas perguntas sobre sua saúde e a saúde do pai e do bebe.

Procedimento com o sangue

Além de todos os procedimentos, o sangue é levado a uma avaliação cuidadosa, e só assim ele será processado e congelado, após isso, irá poder ser acessado para o uso em transplante de qualquer paciente que tenha a necessidade de tratamento, tanto no Brasil, quanto no mundo, porque os centros de Tecidos Biológicos funcionam em forma de rede. A presidente da fundação conta que, esse é um sangue que pode ser armazenado por até 10 anos e o objetivo é ser utilizado em transplante de medula para pacientes que tenham, por exemplo, leucemia ou tumores na medula-óssea que precisam de transplantes, crianças que tenham a medula-óssea não funciona, conclui.