Publicado em: sábado, 29/03/2014

Discurso governista sobre problemas na geração de energia segue mudando, e sinal de alerta já está ligado

Discurso governista sobre problemas na geração de energia segue mudando, e sinal de alerta já está ligadoA cada pronunciamento oficial, o discurso dos líderes políticos brasileiros sobre a possibilidade de racionamento de energia muda de tom. O que já foi negado com veemência hoje já é tratado como uma hipótese possível, apesar de ainda difícil de acontecer. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o governo tende a lançar uma campanha incentivando a população a racionar energia elétrica de maneira voluntária.

O objetivo é garantir que não haja risco de apagões durante a Copa do Mundo, na metade do ano. Para garantir isso, seria preciso que as chuvas se tornassem mais constantes e volumosas nas bacias que abastecem as represas de hidrelétricas. Segundo Lobão, o governo torce por um aumento dessas precipitações em abril e maio. A princípio, o ministro prefere não acreditar na necessidade de racionamento imposto pelo governo, como o ocorrido em 2001, durante a fase final do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Na época, foi decretado o racionamento por conta dos reservatórios abaixo do nível considerado mínimo para garantir abastecimento completo do país. Quem não cumprisse as metas de redução podia até mesmo ser multado, o que gerou muita reclamação por parte dos consumidores. Segundo Lobão, o governo não vê chances de isso acontecer novamente.

Expectativas baixas

Apesar de manter alguns aspectos do discurso de que não haverá racionamento, muitos analistas políticos já observam a movimentação das lideranças brasileiras sobre o assunto como um indício de que nenhuma hipótese será descartada. Especialistas acreditam que as chuvas em abril ainda tendem a ficar abaixo do esperado na comparação com as precipitações de janeiro, fevereiro e março.

Caso isso se confirme, não haverá a recuperação esperada dos níveis dos principais reservatórios de hidrelétricas brasileiras, que ficam nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.